quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

E as Férias, Como Foram?

Então. Não foi como havíamos planejado de início.

Quando finalmente pudemos organizar nossas férias (passar Natal e Ano Novo no Sul) e fomos pesquisar preços de passagens aéreas, quase tive um ataque. Uma média de 800 Reais por trajeto e POR PESSOA. Dependendo do dia da volta até baixava um pouco, mas não muito. Um absurdo. Diria até um roubo!

Havíamos jurado que JAMAIS voltaríamos a fazer o trajeto Rio x Osório de carro. Mas, como diria aquele velho sábio: "Nunca diga nunca". Pois é ... acabou que esta foi a nossa opção para essas férias. Não teve escapatória.

Havíamos, então, planejado fazer como da outra vez (aquela em que falamos que havia sido a primeira e a última): parar no meio do caminho para conhecer algum lugar desconhecido. Da outra vez levamos nosso Pequeno ao Beto Carreiro. Ele amou e nós também amamos curtir um pouquinho de SC.

Desta vez, havíamos decidido parar em Curitiba. Tanto marido quanto eu não conhecemos a capital paranaense.

Fizemos rotas, calculamos percurso, tempo de viagem, pesquisamos hotel, onde comer, o que visitar, etc. Mas uma espécie de "sexto sentido" fez com que não reservássemos nenhum hotel. Fomos deixando, deixando, deixando ...

Até que umas duas semanas antes de viajarmos, meu pai ficou doente. A princípio ficou internado para tratar um problema na perna que, logo descoberto o que realmente tinha, foi solicitado um procedimento que não pode ser realizado porque os rins do meu pai estavam super comprometidos. Tentaram solucionar o problema com medicação, mas não foi possível. Finalmente, o problema da perna passou para um segundo plano e meu pai teve que iniciar tratamento de hemodiálise. No início um baque para todo mundo: pra ele, pra minha mãe e para nós, filhos. Complicado ter que depender de uma máquina, várias vezes na semana, para seguir tocando a vida. Mas pouco a pouco a gente vai percebendo o outro lado da história: felizmente ele teve essa oportunidade de seguir em frente. Conforme vai passando o tempo a pessoa acostuma com uma nova realidade, estabelece uma nova rotina  de vida e percebe que tem tanta gente na mesma situação (e por vezes até numa situação pior dentro da mesma realidade), que a preocupação, o choro e o medo dão lugar à esperança.

Contudo, os dias foram passando, meu pai seguia no hospital e, óbvio, como quem me conhece sabe que sou nervosa e ansiosa, o que eu mais queria mesmo era chegar logo no Sul. Dane-se Curitiba, ela vai seguir lá linda e organizada, teremos oportunidade de conhecê-la num futuro. Não tinha condições de "ir passear" enquanto uma tormenta se instalava na minha casa (porque a casa dos meus pais sempre vai ser "a minha casa").

Tivemos sorte que nos deram um carro grande (porque alugar carro é sempre uma loteria), coube tudo o que queríamos levar (e dessa vez me esbaldei levando coisas para o Pequeno: brinquedos, bolas, skate, livros e vários travesseiros para ele ir bem cômodo no assento traseiro).

soninho bom

Queríamos ter saído bem cedo, de madrugada mesmo, mas por conta de tiroteios, arrastões, assaltos, etc (a ordem do dia no RJ), decidimos sair cedo, mas quando "fosse claro", colocando no sol a responsabilidade pela nossa segurança. Saímos pontualmente às 6:30h.

Foi uma viagem tranquila, alguma que outra tranqueira, mas nada que ver com a "da última vez" (É! Aquela que havíamos dito que teria sido a primeira e última), quando ficamos 7 horas parados literalmente no engarrafamento sem sentido na Serra do Cafezal.

Conseguimos chegar em Joinville/SC, com chuva, com muito cansaço, sono e uma vontade enorme de "chegar logo em casa".

No dia seguinte outras muitas horas dentro do carro, calculamos nossa rota para chegar em Laguna bem na hora do almoço (para comer um peixe delicioso - já bem conhecido nosso) e seguimos viagem, pegando sol e chuva pela estrada. Até que, finalmente, lá pelas 16hs chegamos em Osório. Por mim teria tocado direto mais uma hora e um pouquinho até POA para ver meu pai no hospital, mas primeiro ele pediu para não irmos, não queria que nosso Pequeno o visse lá, logo, a família nos convenceu de que era melhor descansarmos e irmos no dia seguinte.

E assim fizemos. E, para resumir, uns 3 dias depois meu pai teve alta e pouco a pouco fomos entrando na rotina de casa novamente. Ele como sempre teimoso (danado esse velhinho!), por vezes birrento, mas estávamos felizes e aliviados por tê-lo conosco.

Natal foi de casa cheia (bem cheia), teve amigo secreto gigantesco (umas quarenta e poucas pessoas), teve comilança, muita bebida, muita risada e algum que outro choro. Porque chorar também faz bem, ainda mais quando é choro de alívio e agradecimento.

banho de chuva na casa da vó e do vô: delícia!

Queria ter ido visitar os parentes, os amigos, mas realmente não deu. Todo nosso tempo foi para estarmos em casa com meus pais, ajudando no que fosse possível. Esse foi o intuito da nossa ida.

Pequeno se esbaldou de brincar com a prima Fefê, com o primo Lilo, que apesar de já estar "um mocinho" tem um carinho e uma paciência gigante com ele e reencontrou um amigão que ele adora: Pedro Joaquim, formam uma dupla perfeita.

parceiros de aventuras

Veio Ano Novo ... novamente comilança, muita bebida, conversa, mas a verdade é que na noite do reveillón estávamos todos meio cansados. Acho que estávamos ressacosos mesmo. Minha família não para nunca. Sempre tem algo para fazer e, quando não tem, eles inventam. Chega um momento em que o corpo pede um descansinho.

nossa despedida

Chegada a hora de vir embora ... momento complicadinho. Pequeno, como sempre, desata a chorar. Ele sofre muito quando nos despedimos de nossas famílias. Se questiona porque "temos que partir". E ficou preocupado, pois "se acontecer alguma coisa com o vô e a vó não souber cuidá-lo?". Achei até engraçado ele dizendo isso enquanto respingavam lágrimas dos seus olhos.

dama com a vovó

Saímos cedinho, dessa vez ainda noite. Não sei por que, mas as voltas sempre são mais cansativas e longas. Sabíamos que teríamos um longo dia pela frente. Dessa vez pegamos um super engarrafamento em SC, daqueles de estressar pela perda de tempo. Pegamos um temporal de dar medo no Paraná, mas conseguimos o nosso objetivo: dormir em Registro, num hotel que já conhecíamos da outra vez (Sim! Daquela ...).

Dia seguinte saímos mais tarde do que o previsto, mas conseguimos parar no Santuário em Aparecida. Tínhamos muito o que agradecer e queriámos, também, fazer alguns pedidos porque pessoas queridas estavam precisando. Logo, seguimos ... faltava pouco para chegar em casa.



Já no RJ, como sempre acontece conosco (não sei porquê?!), o GPS nos mandou por um caminho meio "estranho". E, convenhamos, "caminho estranho no RJ" não é lá muito confiável. Em tempo, desviamos e acabamos seguindo a indicação das placas mesmo e mandamos "pro espaço"  a maldita voz do GPS que insistia para retornarmos.

Ufa! De volta em casa, descarregamos o carro (que deveria ser entregue naquele mesmo dia). Marido foi devolvê-lo com a companhia do Pequeno e eu fiquei tentando botar a casa em ordem, a mente e o corpo também. Passou tudo tão rápido e tão intenso que foi preciso respirar fundo para voltar à rotina.

Dessa viagem, tirei alguns aprendizados:

* NUNCA diga NUNCA;

* Por mais que as coisas pareçam difíceis, sempre há esperança;

* Não adianta tentar mudar seus pais, por mais que você esteja cheio de boas intenções, não vai rolar;

* Ter com quem dividir as dificuldades faz com que elas pareçam menores;

* Você nunca sabe quando está dando o último abraço;

* A vida é uma caixinha de surpresas;

* O trânsito na  Serra do Cafezal continua a mesma droga;

* Se tiver uma nova viagem de carro pro Sul ... tudo bem, a gente encara!

Sabe qual é a parte boa dessa história? Daqui a pouco, em fevereiro, tem overdose de família novamente. Eba! Aguarde cenas dos próximos capítulos ...

uma das lindezas que a estrada proporciona

sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus ano velho ...

Cada ano que passa tenho mais certeza de que essa história de propósitos e desejos para o ano que se inicia é uma furada. Apenas uma maneira de deixar registrado a nossa incompetência, falta de vontade, falta de persistência e capacidade para realizar coisas. Não generalizo,  falo apenas por mim, não se ofenda.

Cansei de fazer listinhas desejando tirar minha carteira de motorista (nunca!), dar atenção ao meu corpo e fazer exercícios físicos (isso eu fiz, mas não adiantou de muita coisa ...), tentar ser uma pessoa melhor (quem sabe?!), mais calma e paciente  (talvez na próxima vida!).

Num primeiro momento vem aquela sensação de frustração, de que nada foi feito, de que o ano passou voando e teve um monte de tempo perdido. Balela! 2016 foi um ano lento, muito lento, mas aconteceu muita coisa ... boa e ruim; legal e nada divertida; rolou muito estresse e uma calmaria de dar nos nervos. Briguei com meu Pequeno, sobretudo por estresses com os estudos, mas compartilhamos tantos momentos de amor que logo esqueci todas as brigas. Espero que ele também. Meu Pequeno menino foi aprovado para o 4° ano com notas excelentes e segue jurando que essa coisa de não gostar de sentar para estudar é culpa da genética: "puxei ao tio Beto! ", diz ele.

Eu e marido viajamos, compartilhamos o sonho do tão desejado Machu  Picchu e afogamos nossas mágoas,  nossos medos e nossos arrependimentos em muitas taças de vinho.

Fiquei doente, fiquei chata (mais ainda!), fiquei neurótica e por vezes insuportável e ele, mais um ano, esteve do meu lado me dando carinho, atenção e cuidado. Obrigada, Amore! ❤

Pessoas queridas adoeceram e, mais uma vez, vem essa caixinha de surpresas chamada Vida dar na cara da gente, aquele tapa seco e dolorido,  pra mostrar que somos insignificantes e que o tempo passa voando trazendo consigo a incerteza do futuro.

 Mas nesses momentos difíceis,  mais uma vez, ano trás ano, tive a certeza de que tanto nos bons momentos mas, sobretudo,  naqueles mais difíceis,  é tão importante e aliviador ter companheiros de vida para dividir o peso dos problemas quando necessário e vários ombros para se apoiar quando a gente fraquejar.

Eu estou falando dos meus irmãos e da minha irmã. Nosso pai ficou doente novamente. Uma doença séria e inesperada, que rendeu muitos dias e noites de hospital, abatimento e tristeza e, infelizmente, dependerá de uma máquina para seguir adiante.

Em todo o momento meus irmãos e minha irmã estiveram ao lado dele, passando 24hs por dia no hospital, cuidando-o, dando carinho, atenção e aguentando no osso todos os momentos difíceis,  de sofrimento, as birras e os choros. Buscando forças do fundo da alma pra passar pra ele a confiança necessária para seguir adiante.

Graças à dedicação,  cuidado e persistência dos meus irmãos ele, meu pai, a nossa ave Fênix, conseguiu  mais uma vez. Meus irmãos e minha irmã, eu amo vocês,  do fundo da minha alma! Vocês são meus melhores e maiores exemplos de vida! ❤

Vivi parte dessa história de longe, carregando o peso de ser uma filha distante, me flagelando por não poder estar presente, não poder dividir in sito a dor dos problemas com meus irmãos.

E, como sou bem doida e adoro complicar a minha vida, neste ano, mais do que nunca, me pesou - E MUITO - não ter dado um irmão para o meu Pequeno. Logo ele que seria o melhor irmão do mundo, por culpa das circunstâncias da vida, por culpa de um pouco de medo e de egoísmo,  vai ter que encarar, talvez, num futuro,  a dificuldade de ser um filho único. Eu, que tenho 4 companheiros de vida maravilhosos sei bem o que é isso. Tê-los em minha vida facilitou grande parte das minhas escolhas. Talvez a principal delas a de morar longe. Quem sabe, se não tivesse meus irmãos,  talvez, tivesse optado por jamais me separar dos meus pais. Vai saber ... falei que gosto de complicar a minha vida!

Logo no início do ano matamos as saudades da nossa família da Itália.  Mas logo voltamos e a saudade já começou a aparecer. Momentos que perdemos,  os sobrinhos que crescem, os quitutes da nonna que não degustamos. Sai ano, entra ano e seguimos no nosso dilema de saudades constantes. Infelizmente nossa conta bancária não permite dar o abraço sempre que desejamos.

Vimos Pequeno crescer assustadoramente. Notei pelas roupas que não serviram mais. Os dentes mudaram, a aparência ... e novas manias estranhas surgiram.

 O menino cresceu, adora YouTubers e, neste ano, me peguei cantarolando uma música do Justin Bieber que ele adora. Me senti velha e chata ao resmungar que o menino -Justin- era um porre. Liberdade de escolha: deixa o menino ter o gosto musical que ele quiser. Como diz o título da musica: Sorry, Pequeno! Mas confesso que fiquei mais aliviada quando o escutei cantarolar no chuveiro músicas do One Direction ou do Bruno Mars.

Enfim ... estou aqui, juntando pedaços espalhados por esse ano que está acabando. Pedaços grandes e pequenos, coloridos e sem cor, juntando aqueles que valeram a pena com aqueles que nem precisavam ter existido. Mas, no final, tudo é aprendizado, tudo é experiência e tudo é vida que segue ... graças a Deus!

Que 2017 seja melhor que o ano que acaba. Que saibamos lidar com as dificuldades de tal maneira que elas não minimizem nossos momentos felizes e que delas saibamos tirar a força necessária para seguir em frente. Em especial, peço saúde para os meus.

Se eu tenho minha lista de desejos? Quem sabe ... mas,  mais importante do que pedir o que quero mesmo é agradecer por tudo que tenho e por quem eu tenho.

Um beijo no coração de cada um que dedica um tempinho para nos ler. Um Feliz 2017 para tod@s!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Meu Bom Velhinho.

Caro Papai Noel!

Faz tempo que não lhe escrevo. Tempo mesmo. Talvez uns 30 anos.

Desculpe-me. Descobri que você "não existia" e fiquei furiosa ... com você. Resolvi lhe esquecer, lhe ignorar, por muitos e muitos anos. Até que recebi o meu melhor presente: o meu Pequeno.

Pouco a pouco ele foi fazendo com que me reencontrasse com você. Voltei a ter ilusão com cada cartinha que ele lhe escreveu. Cada brilho no olho ao se reencontrar com você, era uma luzinha nova que se acendia em meu coração.

Mas então, caro Bom Velhinho, chegou o momento do meu Pequeno descobrir que você "não existia". Para ele, um menino cheio de bons sentimentos e cheio de ilusão, foi um momento difícil e triste. Não tinha mais graça, então, essa história de Natal. Não tinha graça o presente ser comprado por pais e mães. A graça toda estava em você.

Mas, ao contrário de mim, querido Papai Noel,  ele não desacreditou de golpe. Foi uma descrença gradativa, mas sempre guardando uma pontinha de esperança. Dia desses encontrou com um dos seus milhares de sósias espalhados pelo mundo, levando ilusão aos coraçõezinhos infantis. O olhinho dele brilhou como antes e foi correndo lhe dar um abraço e puxar assunto até não poder mais. Então, enquanto preparava o celular para registrar o momento, como num passe de mágicas, meu coração se abriu para você novamente.

Perdoe-me por ter demorado tanto tempo para o nosso reencontro.

Será que ainda tenho direito a lhe escrever meu pedido? Você, com seu coração bondoso, generoso e imenso, talvez, possa ainda me atender.

Caro Papai Noel! Fiquei anos em dívida com você. Lhe esqueci. Lhe ingnorei. Me desiludi.

Se você ainda tiver um tempinho para mim, receba, então, meu pedido, por favor.

Eu queria pedir um coração mais manso, mais tranquilo. Um coração que não se deixasse amargurar pelos problemas diários, desse mundão que anda bem triste e, por vezes, até chato. Mantenha em mim a certeza de que a bondade, a humildade, a generosidade prevalecem sempre. Siga me inspirando na rotina diária com o meu Pequeno: ele é meu melhor exemplo de que corações puros e generosos sempre existirão.

Me ajude a perseverar sempre. Ter esperança e manter vivos sonhos e desejos. Por mais utópicos que sejam, me faça seguir acreditando e lutando por eles.

Mantenha-me firme e persistente nos cuidados com minha saúde. Neste ano aprendi que o tempo passa para todos e que, independentemente de idade, é preciso cuidado diário, atenção e preocupação consigo.

Mas o meu principal desejo, meu Bom Velhinho, é contar com a presença de meu pai e minha mãe. Tem uma coisa que não mudou nada, nadinha, desde aquela nossa última correspondência, há uns 30 anos: preciso - e muito - deles em minha vida. Saber que logo darei um beijo, receberei um abraço, terei a companhia deles, me faz a pessoa mais feliz desse mundo. Eu preciso deles em minha vida.

Tivemos um susto bem grande, daqueles de dar medo. Mas, uma vez mais, meu pai tirou forças nem sei de onde e segue lutando. É muito difícil ver quem a gente ama sofrer, se abater. Te peço,  meu Bom Velhinho, que dê ao MEU VELHINHO a serenidade, paciência e resiliência necessárias para seguir adiante com uma nova rotina de vida.

Abençoa a meus irmãos e minha irmã com muita saúde.  Eles são os melhores filhos do mundo e meus melhores companheiros de vida.

Lembra daquela ilusão que eu tive quando lhe pedi a piscina de Natal? Lembra de quando pedi a bicicleta? Pois então,  mantenho essa mesma ilusão com os pedidos que acabei de lhe fazer.

Eu prometo, Papai Noel, manter viva a minha esperança,  prometo ser persistente nos meus propósitos e juro, juro mesmo, que assim como meu Pequeno, jamais vou lhe esquecer.

Um Feliz Natal para todos!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Parabéns, papai!

Me faltam idéias à altura para homenageá-lo. Até porque já fizemos aqui pelo blog algumas homenagens para ele. Se você perdeu, clica aquiaqui tambémaqui de novoaqui também teveessa foi legal  e essa foi linda.

Fico com vontade de escrever sobre amor ... um amor amplo, verdadeiro, puro e duradouro. Do nosso amor, meu e dele, dele e meu,  e do amor deles  de pai pra filho, de filho pra pai.

Poderia falar também de carinho. Ele, aparentemente durão, é a pessoa mais carinhosa da vida. Me mima, me cuida e me atende até mesmo quando nem mereço. E o carinho que ele tem pelo filho me faz logo ter vontade de escrever também sobre ...

... orgulho! Orgulho gigante eu tenho dele. Do pai que ele é e da pessoa batalhadora, lutadora, esforçada, dedicada. Saiu de casa cedo, deixando pra trás toda a comodidade e conforto, com um objetivo em mente. E por ele batalhou, lutou e teve êxito. Logo, vem outra palavra  ...

... exemplo. O melhor exemplo para o nosso filho. Nosso Pequeno vê diariamente a pessoa maravilhosa que é o seu pai: bom profissional, bom marido, bom pai ... tudo de bom, eu diria! (embora eu seja bem suspeita pra falar dele)

Dá vontade de escrever também sobre paciência. A dele é gigante. Comigo e com o filho: formamos uma duplinha difícil de lidar. Mas ele nos aguenta e nos entende como ninguém.

Ele é nosso melhor companheiro de vida, de dia-a-dia, de viagens, de mudanças, de passeios, de dias entediados em casa atirados no sofá. É o melhor companheiro para jogar futebol com Pequeno, fazer campeonatos de Subbuteo no meio da sala ou bagunçar minha mesa com campeonatos de ping pong que sempre acabam em briga. É meu melhor companheiro para ver filmes, dele recebo as melhores massagens diárias. Dele são as melhores pastas que comemos, o melhor curry, o melhor "arroz amarelo", a melhor caipirinha, a melhor companhia pra bater papo enquanto bebemos vinho.

Também poderia falar do gênio um pouco brusco, pura fachada. Quem não conhece até se assusta. Mas quem o conhece sabe que por detrás dessa fisionomia um pouco carrancuda (sorry, amore!) e jeito direto, enérgico e sincero (por vezes até demais), tem uma pessoa de um coração bondoso, paciente e parceiro.

Poderia também falar de perseverança, persistência e uma "cara dura" que eu invejo.

Poderia escrever tanta coisa sobre ele, mas parece que tudo fica tão pouco, a sensação de que faltam palavras para descrevê-lo. Parece que não tem no dicionário uma palavra única que o represente. Porque ele é um monte de coisas boas.

Então, amore ... ficamos por aqui, com uma única intenção: te desejar um Feliz Dia! E pedir do fundo da nossa alma, da minha e da do Pequeno, que o Universo te abençoe com muita saúde. Temos muitas aventuras por escrever neste blog, meu, do Pequeno e teu: eu e meus Nicola's.

Parabéns, Amore!
Auguri!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Muita Merda (e não é uma saudação artística).

O Brasil está uma merda!

Sim. Você leu certo. Eu disse MERDA. Sei que você não costuma ver esse tipo de coisa aqui pelo nosso blog. Aqui você lê sobre as aventuras, peraltices e acontecimentos do nosso Pequeno. Vez que outra rola algum desabafo de uma mãe um pouco estressada, mas só. Mas eu não tenho outra palavra para definir a nossa situação atual. Bom, na verdade até tenho, mas não seria muito diferente, pois a palavra seria bosta. O Brasil está uma bosta!

Chegamos no cúmulo da falta de vergonha, da falta de escrúpulos. No cúmulo da canalhice. Enquanto o povo briga por ser 'de esquerda' ou 'de direita', enquanto amizades são desfeitas por divergências de pensamentos, ambas as merdas ('de esquerda' e 'de direita'), dão risada da nossa cara e seguem com as contas cada vez mais cheias. Bom, na verdade 'as contas' não, afinal, dinheiro sujo de corrupção e propina não pode entrar em conta. Mas visita a casa deles e revisa as paredes com obras de artes, as gavetas com jóias e relógios caríssimos, revisa os armários, procura pra ver se não acha um iate ou até mesmo um helicóptero, provavelmente registrados em nome de laranjas. Eles são espertos. Felizmente não muito. Afinal, são uns bostas.

Enquanto o país está em crise e com problemas bastante sérios por resolver, um tal ministrinho (agora felizmente ex - não tinha outra saída), estava preocupado com a liberação de seu "apartamentinho" que está sendo construído numa zona onde não poderia ... mas, sabe como é ... jeitinho brasileiro ... não interessa se a zona era protegida. Interessa é o dinheiro que ele investiu, provavelmente vindo de muito esforço, muito trabalho. Judiaria! "Homem honrado do povo". Entre aspas, porque na verdade ele é um bosta.

O Estado onde moro está falido. Não tem saúde, não tem educação e muito menos segurança. As delegacias estão sobrevivendo com a ajuda da comunidade. Hospitais sem medicamentos, sem estrutura e, o cúmulo, fechando as portas aos atendimentos porque não tem higiene: não pagam o pessoal da limpeza ... não tem limpeza. Ficam à mercê da bosta, literalmente.

Funcionários não recebem os salários. Aposentados, doentes, que não tem dinheiro para tocar a vida com dignidade. Pessoas que trabalharam e contribuíram durante uma vida inteira agora, na velhice, passam por dificuldades, sem ter até mesmo o que comer. Quem não tem um parente para receber ajuda fica como? E aí você lê que o Cabral (não aquele infeliz que descobriu essa bosta), o Cabralzinho, o maridinho da Ancelminha, advogadazinha ilustre, que teve uma grande ascensão - curiosamente durante o período em que o marido estava no governo (dessas curiosidades da vida, sabe?) - roubou grana pra caramba do Estado. Grana suficiente para, por exemplo, seguir mantendo abertos os restaurantes populares (que fecharam), ou comprar remédios para os hospitais (que não tem). Ganhava mesadinha de empreiteiras ... mas, coitado, tudo dentro da boa fé ... as empreiteiras fizeram obras para o bem do povo, ora bolas! A mesadinha é uma coisa normal, afinal ... todo mundo ganha. Larápio! Bosta! Bostão!

Enquanto isso, lá em Brasília! Ah, meu amigo, minha amiga! Faltariam expressões de baixo calão para definir cada um daqueles seres metidos dentro do Congresso, da Câmara, do Palácio. Bosta é elogio!

Precisaria escrever um livro pra relatar todas as falcatruíces que acontecem por lá. Mas a última, a mais vergonhosa, a mais descarada, senta aí que eu desabafo! Enquanto o povo brasileiro, ainda estarrecido, chorava pela maior tragédia esportiva do país; enquanto clubes, torcedores e até mesmo aqueles que nem gostam de futebol se uniam em uma mesma dor junto ao povo de Chapecó; enquanto acompanhávamos incrédulos as notícias pela TV, aquele bando de bostas lá de Brasília, na calada da noite, sorrateiramente, com o único intuito de "tirar o deles da reta", votava um pacote de medidas anticorrupção. Bom, na verdade "anticorrupção" pra eles. E o mais "engraçado" é que a grande maioria deles é réu em algum processo de corrupção ... e se não é réu, está envolvido. Seus sem vergonhas! Seus merdas! Seus bostas!

Estão rindo da nossa cara, sem nem mesmo disfarçar, sem vergonha nenhuma. Mas será que eles esquecem que hoje em dia não tem como fazer as coisas por debaixo dos panos? Não tem como esconder por muito tempo? Eles contam com a ingenuidade da maioria do povo. Contam com a ignorância, contam com aquele velho pensamento de que "todos fazem" ou "sempre foi assim". Sempre foi uma merda! Chega! Não dá mais! Chegamos no fundo do poço. O povo brasileiro não merece isso. E não me diga "ah, mas votaram neles". Não serve mais esse discurso. Não dá mais pra ficar acomodado vendo as notícias pela TV ou lendo por aí e ficar inerte, esperando que "na próxima eleição talvez mude". Não é mais uma questão de se posicionar do lado 'esquerdo' ou 'direito'. Não existe isso! No Brasil nunca existiu, aliás. Enquanto a gente se divide e briga por uma posição, eles se unem, na maior cara de pau. Afinal todos tem o mesmo interesse: encher os bolsos de grana alheia. É normal. Funciona assim. Uma bosta pra vocês!

E quando meu filho me pergunta:

- "Será que eles não ficam com vergonha, mãe?"

Eu tento responder que, infelizmente eles perderam a vergonha há muito tempo. Tento explicar que uma vez que você dá o primeiro passo dentro do "esquema", fica difícil voltar atrás. Tento dizer pra ele que, infelizmente, existem pessoas que valorizam o dinheiro mais que tudo, que pra certas pessoas vale mais uma casa cheia de jóias, carros de luxo, roupas caras do que uma casa cheia de amor e de harmonia. Digo pra ele que a pior coisa que pode acontecer com um ser humano é ele perder a dignidade, é ele sucumbir ao roubo, ficar com o dinheiro dos outros achando que é seu por direito. Mas, na verdade, o que eu queria mesmo era simplificar tudo numa só frase:

- "Eles são uns merdas, meu filho! São uns bostas!"