segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mas eu Me Mordo de Ciúmes.

Voltávamos do curso de Inglês do Pequeno. Como sempre, ele cheio de assunto, falando pelos cotovelos, contando mil e uma histórias (ele sempre tem assunto pra caramba!).

Em determinado momento do nosso trajeto, cruzamos com um personal trainer que trabalha na academia onde malho.

- "Oi! Tudo bem?"

- "Oi! Tudo tranquilo."

Uma saudação normal e rápida, como acontece quando encontramos alguém conhecido pela rua.

Senti, então, que a mão do Pequeno apertou bem forte a minha. Olhei para o lado e ele estava vermelho, quase roxo, com uma cara que misturava encabulamento, vergonha e raiva, tudo assim misturado, e brotavam tímidas lágrimas dos seus olhinhos.

- "O que foi, filho?", perguntei um pouco assustada.

Inclusive olhei para trás para ver se ele havia pisado em algo, sei lá, demorei para entender o que havia acontecido. Até que minha ficha caiu: ele havia ficado com ciúmes por ter cumprimentado o moço.

- "Nicola?"

Ele, então, parou de caminhar, me abraçou e começou a chorar.

Confesso que meu primeiro pensamento foi achar a coisa mais amada do mundo aquele ciúmes ingênuo e espontâneo. Mas, logo, o sentimento de "mãe que precisa educar e levar para o futuro um ser humano bom e melhor" falou mais alto do que meu ego. Aproveitei que já havíamos parado de caminhar e conversei com ele.

Perguntei por que daquela reação, já que havia simplesmente dado 'oi'  para uma pessoa conhecida. Ele respondeu que ele não conhecia aquele homem. Expliquei, então, que ele não conhece e nem tem porque conhecer todas as pessoas que eu conheço, assim como quando ando pela rua e as pessoas o cumprimentam e eu nem sei quem são.

Expliquei que não havia nenhum motivo para aquele choro. Ele disse que era "algo" que ele estava sentindo e que, embora tivesse tentado controlar, não deu.

Disse, então, que não era legal ser uma pessoa ciumenta. Que é muito fácil do ciúmes possessivo e excessivo passar a ser algo ruim e doentio. Expliquei pra ele que por ciúmes, ele poderia perder amigos, criar situações constrangedoras sem necessidade e, que quando crescesse e tivesse ciúmes de uma namorada, por exemplo, não seria algo legal, que provavelmente ele ficaria sozinho. Disse até - porque gosto de explicar as coisas muito claramente - que existiam casais que brigavam feio por ciúmes e que existem casos aonde um companheiro mata ao outro por ciúmes, por posse, por obsessão.

Falei que não é legal sentir ciúmes assim dessa maneira. Até porque, nunca ninguém iria me "roubar dele": mãe, pai, filho, filha, são para toda uma vida. Mas, pode acontecer de casais se separarem, pelo motivo que seja. Pode existir ex namorado, ex marido, ex mulher ... mas não existe ex filho. Ele disse, então, que sabia que eu e o pai dele nunca seríamos ex um do outro.

Dar 'oi' para um homem conhecido era apenas um ato de educação e tratava-se exatamente da mesma coisa que dar 'oi' para uma mulher conhecida. Só isso. Mais nada.

- "Hoje pela manhã falei com a vizinha. Tu ficou com ciúmes dela?"

- "Não."

 - "Pois, então ... é a mesma situação, com pessoas conhecidas de diferentes lugares. Só isso."

Ele disse que havia entendido. Eu também entendo a reação dele. Não contei pra ele que quando era pequena morria de ciúmes do meu pai. Que havia uma amiga dos meus pais, em especial, que me tirava do sério, a Nelma. Não podia ver a Nelma que saía dando chutes nas canelas da mulher (garanto que você está pensando: Pequeno tem a quem puxar! Pois é ...). Não contei pra ele  que morria de raiva quando meu pai falava com alguma mulher pela rua. Não contei. Não menti. Só omiti. Preciso educar um ser humano melhor, lembram? Quase que um mantra.

Quando o pai dele ligou, contei a história e logo ele pediu para conversar com Pequeno. Provavelmente meu marido - que não é nada, nadica, ciumento - deve de ter iniciado um discurso também, pois logo Pequeno respondeu:

- "Já sei disso. A mãe já conversou comigo."

Agora pra vocês eu vou contar uma coisa: achei sim a coisa mais amada do mundo o ciúmes dele por mim. Me senti toda-toda. Poxa! Nunca ninguém sentiu ciúmes por mim ... deixa eu aproveitar. Mas, ó ... isso só cá entre em nós. Que Pequeno não nos leia.

sábado, 13 de maio de 2017

Quem tem superpoderes?

- "Manhê! Eu não tô achando o meu perfume.", gritou ele do banheiro.

O perfume estava lá, dentro do armário. Eu sabia que estava lá.

- "Procura que tu acha!", disse da sala.

Algum tempo depois, ele grita já estressado que iria se atrasar pro passeio da escola:

- "Manhê! Ele sumiu!"

Então disse aquela frase clichê que 98,9% das mães dizem alguma vez na vida:

- "Se eu for aí e achar esse negócio ..."

Cheguei no banheiro, me agachei diante do armário e a primeira coisa que apareceu na frente do meu olho foi ... o perfume.

Ele arregalou um olhão e disse:

- "Nossa! Isso não é possível! Tu tem que ter superpoderes ..."

Elementar, caro Pequeno Nicola. Todas as mães nascem com superpoderes. Elas fazem aparecer coisas assim do nada, aliviam dores, descobrem segredos, fazem premonições como ninguém. Dizem, até, que tem algumas que são meio bruxas. É.

A minha era e é assim também.

- "Se eu achar a tua meia branca com bolinha lilás dentro da gaveta vou esfregar ela na tua cara!", dizia assim "carinhosamente".

E era só ela entrar no meu quarto que ... pimba! A meia branca com bolinha lilás parecia saltar da gaveta direto nas mãos dela.

A melhor e mais poderosa água com açúcar era dela. Aliviava dor de cabeça, dor de barriga e dor de mentira.

- "Que houve que tu tá com essa cara? O quê tu tá escondendo Tatiana?"

Como ela descobria, eu não sei. Bom, hoje eu sei:  ela jogava verde pra colher maduro. O mesmo que faço hoje brilhantemente com meu Pequeno.

- "Não te mete com essa guria que ela não presta!"

Eu ficava de mal com ela (com a mãe, não com a guria). A achava a pessoa mais implicante do mundo. Na verdade, a achava "um saco". Mas a mãe segue até hoje ... e a guria, no final das contas, não prestava mesmo.

Óbvio que as mães, como qualquer ser humano, não estão isentas de erros, alguns até graves. Aliás, estão sempre errando. Mas a desculpa é boa: erram tentando acertar. Vai entender esses seres complicados!

Já fiquei de coração partido por ter castigado meu Pequeno. Já fiquei esperando ele cair no sono profundo pra passar pelo quarto e dar um beijo de boa noite. Sofro demais fazendo papel de durona. Já me equivoquei algumas vezes com ele. Em algumas pedi desculpas, em outras não fui capaz.

Me peguei inúmeras vezes dando as mesmas desculpas esfarrapadas que recebi. Contando histórias sem sentido só pra assustar (tipo, cuidado com o velho do saco, não conversa com estranhos - coisa bem difícil do Pequeno obedecer - não pega doce de ninguém na rua que pode estar envenenado, não toma leite com manga, não come melancia de noite). Enfim ... essas neuroses de mães.

Já me peguei respondendo "porque sim", "porque não", "porque eu quem tô dizendo". Na minha versão de filha detestava essas respostas sem sentido. Mas na minha versão mãe elas me economizam várias explicações que não sou capaz de dar.

Lembrando de todos os momentos difíceis de discussões, implicâncias e diferenças que tive com minha mãe na minha fase de adolescente, me dá um medo antecipado que não cabe dentro do meu peito (exagero de mãe, sabe como é!) só de pensar que a adolescência do Pequeno está logo ali na esquina.

Lembro das vezes em que discutíamos porque chegava das festas de madrugada e ela estava lá acordada. Eu achava um saco aquele controle. Aonde já se viu a pessoa fazer questão de ficar acordada só pra torrar a paciência? Hoje eu sei que ela não fazia questão ... é que de preocupação ela não dormia mesmo. Não quero nem pensar quando chegar a época do meu Pequeno sair por aí com os amigos.

Até hoje eu não sei mentir pra minha mãe. Não dá. Não consigo. É mais forte do que eu. Mesmo morando longe, as vezes quando não estou bem (doente ou com problemas da vida mesmo) prefiro nem ligar, porque a primeira pergunta que ela sempre me faz é : "Como é que tu tá?". E se eu não estou bem e digo que estou, mesmo via telefone, dá um nó na garganta. Pequeno, por enquanto, é assim também. Ele não sabe mentir. E não sabe nem disfarçar, tadinho.

Hoje, dia 13, véspera de Dia das Mães, faz 4 anos que minha mãe operou o coração. Um momento difícil, complicado. O momento aonde mais tive medo, onde ficou bem claro pra mim que  a vida é um sopro. Que de repente tudo pode escorrer pelas mãos.

Hoje, para ela e para nós, restam algumas histórias que viraram anedótadas mas que no dia foram difíceis de suportar. Meu irmão, todo durão, dando mil e uma recomendações para minha irmã e pra mim, exigindo que fôssemos fortes, caiu em lágrimas feito criança (o beicinho de choro mais fofo que vi em toda minha vida!). A angústia na sala de espera e,  quando percebi,  estava na capelinha do hospital chorando rios de lágrimas e rezando com uma fé que não sei de onde saiu (na verdade sei sim!). Minha mãe dando ataque de histerismo na UTI, queria os óculos, queria sair dali, não aguentava mais o apito das máquinas. A irritação dela por precisar receber sangue. A força e a resistência que ela teve. Sempre a achei forte, guerreira, mais até do que ela mesmo acreditasse, mas vendo-a ali, literalmente de peito aberto, me fez ter mais orgulho ainda (se cabia) da minha mãe. Ainda hoje a vejo superpoderosa. Eu não sei se numa situação parecida conseguirei dar conta do recado tão bem quanto ela deu.

Eu e ela já percorremos um caminho de vida enorme. Tomara que eu consiga trilhar esse mesmo caminho com o meu Pequeno e que ele sinta por mim todas as coisas boas que eu sinto pela minha mãe.

Eu bem que queria ter superpoderes sim. Queria poder aliviar dores, sanar problemas, desviar caminhos tortuosos, apagar momentos difíceis, desaparecer com falsos e invejosos que cruzassem o caminho dele. Mas, infelizmente não dá. Por enquanto, só consigo fazer aparecer perfumes dentro dos armários. Aprendi com minha mãe, que fazia surgir meias brancas com bolinhas lilás de dentro das gavetas.




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Sabe Aquela Música?

- "Sabe hoje quando estávamos no supermercado e tava tocando aquela música?", perguntou ele enquanto jantávamos.

- "Chiii ... não lembro de música nenhuma no supermercado."

A verdade é que não ouvi música nenhuma mesmo. Estava mais preocupada em escolher o vinho daquela noite, pegar as coisas que estavam faltando da lista de compras e sair o antes possível dali (odeio supermercados!).

- "Ai! Aquela música assim: 'na na na na na na na nãaaa,  na na na na na na no Galeão' ...", insistiu ele.

- "Nossa! Não sei mesmo que música é essa ..."

Ele insistiu, durante um bom tempo. Se esforçou nos "na na na na nãs", procurou se aproximar ao máximo ao ritmo da música. E me olhava com cara de "nossa! Como tu não sabe que música é essa?".

Fiz um esforço sobrenatural pra tentar entender, descobrir e traduzir toda aquela misturança. Quando ele falou que a música poderia ser do Toquinho, foquei nas canções dele, coloquei o ouvido pra trabalhar, pra tentar entender o ritmo dos "nãs". E, entre um gole de vinho e outro, um pedacinho de queijo e de prosciutto, tive apenas uma opção.

Busquei no Youtube o vídeo da música e ... não é que era aquela mesmo?

Tarde em Itapuã. Como não descobri antes? Óbvio que aquele monte de "nãs" fazia parte do "Passar a tarde em Itapuã ...". Ok, o "Galeão" entrou de metido na história ... mas sabe como é gringo ... se confunde com os sons nasais. Itapuã e Galeão, basicamente a mesma coisa.

E ... não. Esta não é uma crônica do Pequeno. Mas sim do pai dele ... meu outro Nicola.

O que seria de mim sem eles? Rendendo bons "causos" para nosso blog.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pequeno Parceiro de Viagem.

Entre o último post e este, teve Páscoa, teve meu aniversário, teve uma semana inteirinha de provas escolares e teve viagem de feriadão.Vou ficar devendo as primeiras e vou me deter na última: nossa viagem para Sampa.

Faz pouco tempo que a Dinda do Pequeno está morando em Sampa. Ficamos muito felizes com a notícia porque apesar de não ser "tão perto" - tipo do ladinho, pega um taxi e vai - está bem mais perto do que o Sul. O fato de saber que numa oportunidade de feriado ou um final de semana prolongadinho podemos nos encontrar nos deixou bem felizes.

Numa dessas coincidências da vida, marido precisava ficar uma semaninha inteira em São Paulo trabalhando. Para ajudar, na segunda seria feriado. Pequeno poderia enforcar um dia de aula (as provas foram, coincidentemente, até quinta). Basicamente era o Universo conspirando para irmos visitar a Carol e o Renan.

Viagem decidida de última hora, óbvio que os preços das passagens aéreas estariam um absurdo. Pra mim não seria um problema viajar de ônibus, pelo menos em um dos trajetos. E para o Pequeno seria uma grande aventura. Assim decidimos: eu e Pequeno iríamos de ônibus (numa viagem com duração prevista de 6 horas) e voltaríamos de avião.

Mas sabe aquela história de "cuidado com o que você pede porque acaba se realizando?". Pois bem: queríamos aventura e tivemos aventura.

Nossa passagem de ônibus estava comprada para sexta-feira, dia 28. Eu queria viajar durante a noite, pra mim seria mais fácil: viajaria durante a noite, dormiria o que desse e chegaria em São Paulo pela manhã cedo. Mas o marido não deixou que nos aventurássemos tanto assim (essas manias chatas de que viajar durante a noite é bem mais perigoso) e Pequeno não queria perder o curso de programação que ele faz nas sextas pela manhã. Para agradar meus Nicola's, comprei nossa passagem para às 13hs.

Só que, caso você não lembre mais, sexta-feira foi dia de greve geral e só me dei conta disso dois dias antes da viagem. Fui bombardeada com notícias da internet prevendo "o caos" para o dia 28. Empresas de ônibus intermunicipais, dentre outros, não funcionariam. E o medo de não ir viajar? Ou o medo de viajar e encontrar um piquete pelo meio do caminho? Dessas barricadas onde o povo coloca fogo em tudo? E a chegada em Sampa? Convenhamos que uma greve geral organizada pela Cut pararia São Paulo. Confesso que não sou muito histérica com essas coisas, mas fiquei. Talvez porque fosse viajar sozinha com Pequeno, talvez porque seria um trajeto e um meio que usaríamos pela primeira vez, talvez porque com a passagem dos anos esteja ficando com minhas manias acentuadas. Vai saber ...

Na sexta-feira acordei cedo, bem cedo. 6 da manhã já estava com tudo organizado, até a casa limpa (logo eu, que adoro deixar uma baguncinha por casa). Liguei para a rodoviária e tive a notícia de que nenhum ônibus entrava e nenhum ônibus saía dali naquele momento. Putz grila! Por aqui os ônibus estavam funcionando, metrô também, basicamente vida normal, salvo alguns casos de falta de ônibus na região metropolitana do Rio. Mas vi pela tv que em São Paulo o bicho estava pegando. Talvez, mesmo com as coisas acalmando por aqui, possivelmente cancelariam nossa viagem pela incerteza de se chegaríamos por lá ou não.

Levei Pequeno voando para a aula de programação, voltei pra casa para ligar para a empresa de transportes. Após ficar mais de 15 minutos pendurada ao telefone ouvindo uma musiquinha chata de fundo e tendo que escutar à cada 30 segundos uma mensagem que pedia "paciência", a atendente me informou que minha viagem estava confirmada. Yes! Valeu Universo!

Agora a única preocupação era se ficaríamos presos pela estrada e/ou se conseguiríamos chegar em Sampa sem muito atraso. O importante é que ir, iríamos. Por via das dúvidas, levei um monte de coisa para comer e beber.

Saímos de casa dentro do horário previsto, pegamos um taxi e não muito longe de casa, ficamos presos num congestionamento (queria aventura, adrenalina? Pois toma!). Controlava no celular cada minuto que passava e nós presos no mesmo lugar. Pequeno batia papo basicamente sozinho: o taxista não era de muita conversa e eu já estava começando a suar frio, achando que não chegaríamos em tempo.

Entediada no meio do protesto (esqueci de dizer: o engarrafamento era por conta de um protesto), sem ter nada pra fazer, resolvi checar as coisas dentro da minha bolsa. Daí foi adrenalina pura, direto na veia: havia esquecido meu cartão do banco em casa.

Quando deixei Pequeno no curso o peguei para comprar algumas coisas de última hora e o deixei no bolso do casaco (essa mania de sair sem bolsa pra não ser assaltada ...). Mentalizei um super palavrão que também começa por P, mas dessa vez não era putz grila. Por um momento pensei em deixar tudo como estava. Tinha dinheiro para o taxi, mas talvez não o suficiente para toda a viagem (até porque não sabia como seria a viagem e o quanto demoraria). Pedi pro taxista que, quando desse, ele retornasse porque havia esquecido meu cartão em casa. Pequeno suplicou para não voltar, estávamos a muito tempo parados ali e perderíamos o ônibus. Mas, basicamente não tinha escolha. Aventura? Rá ... não quero nunca mais.

Resumindo: fizemos um caminho alternativo e conseguimos chegar na rodoviária com meia hora de antecedência. Pequeno ria do meu desespero e estava ansioso para a viagem.


Tirando o fato de que meu Pequeno companheiro de viagem é um tagarela e não calou a boca durante quase toda a viagem, foi tudo super tranquilo. Melhor até do que eu esperava. Não pegamos engarrafamento, nem manifestação nem nenhuma tranqueira que pudesse atrapalhar a nossa chegada. No meio do caminho, na cidade de Queluz, o motorista fez uma parada (obrigatória), Pequeno se divertiu com o local, com umas decorações meio americanizadas e até deu tempo de fazer um amigo no parquinho infantil do local.





Chegamos em Sampa um pouquinho depois do previsto. Pegamos um taxi (que demorou um pouquinho para chegar - devido à greve a demanda dos taxis estava intensa), mas logo nos reencontramos com nossa família paulista e com o marido.



Adoramos o nosso final de semana prolongado. Deu pra matar as saudades, passeamos, conversamos e bebemoramos muito.


Já havia ido algumas vezes a São Paulo, mas sempre muito rápido. Dessa vez pudemos aproveitar mais a cidade. E a verdade é que gostei muito. Pequeno? Já pediu para ir morar lá. Mas, na verdade, acho que com segundas intenções, já que na casa da Dinda tem o tão desejado Xbox (que ele passou praticamente todo o tempo jogando quando estávamos por casa).











Mas, como tudo que é bom dura pouco ... o tempo passou voando e logo já estávamos voltando pra casa, dessa vez de avião. Eu e meu Pequeno companheiro de viagem novamente. Marido veio um pouquinho antes.

A verdade é que Pequeno é um parceiro nota 10. Fala muito, isso sim, mas é carinhoso, paciente e quase não incomoda (quase, eu falei - afinal de contas, ele é uma criança, ora bolas!).

Engraçado foi escutá-lo planejar novas viagens, novos destinos ... imediatos e até mesmo para quando ele "seja um adulto".  Disse até que "em algumas dessas viagens" vai me levar junto. Que bom que ele já sabe que viajar é preciso.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pequenices Rapidíssimas.

Voltávamos do curso de Inglês. Pequeno, então, me diz:

- "Sabe o meu colega o "fulaninho"?

- "Aham. O que tem ele?"

- "Faz duas aulas que ele não vem. A teacher disse que ele tá doente, tá  com gastrovertites."

- "Gastroenterite, filho."

- "É ... então ... gastrover ... como era mesmo? Isso é grave, mãe?"

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Temos duas fotos expostas na nossa sala. Uma da família do marido e outra da minha família. Uma maneira que temos de mantê-los pertinho sempre.

Pequeno, vira e mexe, passa pela foto da minha família, pega o porta retrato, olha pra foto, essa daqui debaixo


e sempre comenta:

- "Não dá pra passar por essa foto e pensar que meu vô tá a cara do Nicolás Maduro!"

Humpf! Mais quisera o Nicolás Maduro chegar à sola do sapato do meu pai ...


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- "Mãe! Tu vai me comprar ovo de Páscoa, né?"

- "Não vou, não."

- "Mãe!"

- "Tá muito caro, menino ... deixa passar a Páscoa que eu te compro chocolate."

- "Poxa, mãe! Tudo bem que eu sei que Coelhinho da Páscoa não existe, que quem dá chocolates são os pais, que tem que comprar. Eu sei que alguns ovos estão bem caros, também sei que depois que passa a Páscoa eles baixam de preço, porque as pessoas não compram. Mas, mãe ... Páscoa é Páscoa ... e eu ainda sou uma criança, né?! Não tem graça nenhuma ganhar chocolate depois, porque daí vai se tratar de um dia normal ... e não Páscoa. Entendeu? "

Golpe baixo o dele ...