sexta-feira, 8 de abril de 2016

Pequeno Dodói.

Pequeno está doente. Passou 3 dias com febrão, sem comer (imaginem como está a criatura que já era magrinha e com olheiras), intercalando o tempo entre chorar e dormir. Faltou aula, perdeu matéria (muita), fez manha (demais) e descobriu coisas novas, como:

* batida de banana 'até que é bom';
* fazer gargarejo é uma coisa bem legal;
* amígdalas inchadas dão trabalho pra caramba;
* as mães ficam bem mais 'maneiras' quando os filhos estão doentes;
* quando uma mãe vê 39° marcando no termômetro, arregala os olhos e fica desesperada;
* que beber ou comer coisas ácidas com dor de garganta arde pra caramba;
* que chorar de dor na garganta só vai fazer a dor piorar;
* que não adianta implorar pra mãe fazer a dor passar, infelizmente mães não tem esse poder.

Pequeno ficou um porre de chatice e  manhice (difícil fazer rima!). Ele, que já é naturalmente hipocondríaco, quando está doente de verdade fica insuportável. Qualquer coisa já quer ir direto para o hospital.

Buscamos uma pediatra nova, pois a pediatra do Pequeno se aposentou. Fizemos a revisão final com ela em junho passado e, desde então, não busquei outra. Pequeno estava bem (quando teve caxumba estávamos no Sul, encontramos um médico por lá mesmo). 

Consegui consulta com uma nova médica para aquele mesmo dia. Gostei bastante dela, do atendimento, da calma e paciência. Também gostei que não receitou muitos remédios logo de cara. Pediu para ter paciência e "testaríamos" uma medicação mais leve, antes de entrar com um antibiótico desnecessariamente. Mas dois dias depois estávamos novamente no seu consultório. Pequeno não escapou do antibiótico. 

Acontece que minha criatura tem criatividade e dotes para melodramas até nos momentos mais complicadinhos.

Estava eu na sala, assistindo TV enquanto Pequeno descansava em seu quarto. De repente, meu menino vem, com cara de desespero, me dá um beijo e diz:

- "Mãe! Eu sinto muito! Eu tentei, mas não consigo mais. Eu te amo muito, tu foi uma boa mãe mas  ... já deu ... chega dessa dor! Vou pedir para Deus me levar!"

E saiu correndo para o quarto.

- "Que isso, menino? Volta aqui!"

Lá estava ele, atirado na cama, com uma das mãos no pescoço, suportando a garganta, com testa enrugada e cara de pena:

- "Não aguento mais ... por que a gente tem que ter amígdalas?"

Fiquei pensando cá com meus botões: "ainda bem que esta criatura não tem útero ... senão, na primeira cólica entraria em desespero". 

Homens ... :)

2 comentários:

  1. Kkkkkkkkkk kkkkk muito bom, esse pequeno até dodói faz história. Melhoras lindooooooo

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  2. Imagina que dor insuportável! rs
    Bjs. Fiquem com Deus (que já ouviu meus pedidos para não ligar para os dramas do Nicolinha).
    Tio Beto_56

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