quarta-feira, 1 de março de 2017

Nosso 4° Carnaval no Rio.

Sinceramente não somos muito fãs de carnaval. Há 4 carnavais temos vontade de desfrutar do carnaval da Sapucaí: assistir aos desfiles, curtir o colorido e a energia do sambódromo. Mas sempre nos enrolamos, perdemos tempo e quando a gente finalmente decide ou não tem ingressos disponíveis ou, se tem, é muito caro.

Mas o carnaval do Rio não é somente aquele famoso das escolas de samba. Aqui também tem blocos de rua, muitos, de todos os tipos, gêneros e para todas as idades.

Mas não somos muito de bloquinhos também (que "sem graça" que somos!). No nosso primeiro carnaval curtimos um pouquinho, mas não muito. Mas já de cara nos chamou mais a atenção as coisas negativas (os bêbados sem noção, a sujeira pela rua, o povo fazendo xixi em qualquer lugar) do que os pontos positivos.

Já o segundo carnaval foi mais intenso. Apesar de não muito motivado, neste ano fomos em mais blocos. Alguns legais e outros que juramos não voltar nunca mais.

No terceiro juramos que seria o último, que no próximo viajaríamos.

Mas não foi isso que aconteceu. Este foi nosso quarto carnaval na Cidade Maravilhosa. E, neste ano, foi totalmente voltado para o Pequeno. Todos os blocos que fomos foram blocos infantis. Resumindo: pra mim foi um saco. Bloquinhos bem sem graça, sem música, cheio de criança correndo, jogando confetes e serpentinas e se inundando com as malditas espumas em spray. Sem contar, os rebentos pedindo coisa para beber, coisa para comer, ir no pula-pula, comprar balão, brinquedos, etc. Que saudade dos bloquinhos com as típicas marchinhas de carnaval!

Mas, Pequeno se divertiu. E, no final, isso era o mais importante.

A primeira festa foi na sexta-feira pré- carnaval, na escola.

Pequeno já havia decidido a fantasia: pirata. Deu aquele alívio tremendo, já que era uma fantasia que ele tinha, "de outros carnavais". Mas, como alegria de pobre dura pouco ... logo a invenção que faltava:

- "Aonde já se viu um pirata sem barco?"

- "Barco?"

- "É mãe! Um barco! Daí eu enfio assim em cima, entro nele e pronto. É fácil."

Fá-cil. Aham. Momento, então, da mãe rezar para os anjinhos protetores das mães sem dotes artísticos e esperar por uma luz divina.

Fiz o que pude, dentro das minhas poucas habilidades e com os materiais que tinha disponível:

- 3 folhas de papel cartão preto
- cola
- tesoura
- 2m de fitilho
- giz de cera branco
- 4 adesivos que tinha por casa de caveirinhas
- fita adesiva
- bandeira de pirata que Pequeno já tinha em casa
- pedaço de madeira para sustentar a bandeira
- ajuda da prima que estava em casa para curtir o carnaval






Se ficou bom não sei, mas ele amou. Isso é o que importa.

Para fechar o dia com chave de ouro, ele voltou da escola pra casa com uma medalha e um prêmio (uma bola)  de primeiro lugar no concurso de fantasias. Se "achou o máximo" e me agradeceu por ter feito o barco pra ele pois, segundo ele, se não fosse o barco, ele não teria vencido. Transbordei de felicidade! Valeu o esforço, o estresse e até mesmo ter colado os dedos com Bonder.

No sábado de carnaval fomos passear por Copacabana, pra ver o clima da rua. Muita gente, muitos blocos e muita alegria.



À noite, aproveitando o clima de carnaval, ele resolveu sair mascarado para irmos ao "boteco nosso de cada dia".


No domingo de manhã foi dia de ir para o bloco com os amigos. A família toda entrou no clima:
















No domingo a tarde, hora de descanso. Só que não!  Fomos para outro bloco, curtir o carnaval dos pequenos e encontrar minha amiga de infância que estava aqui pelo Rio.

Mas Pequeno, do bloquinho, não curtiu quase nada. Logo que chegamos ele avistou uma meninada num campinho de futebol que havia na pracinha aonde estava o bloco e foi correndo pra lá.





Já na segunda, marido se deu de baixa da animação do carnaval e eu e Pequeno fomos solitos para o bloco infantil do dia.

Mas, acho, ele estava tão cansado das folias dos dias anteriores que não aguentou muito tempo e logo voltamos pra casa.







Na terça ficamos de ressaca e saímos somente a tardinha. Uma caminhadinha por Copacabana novamente, algum que outro bloquinho visto desde longe. Pequeno aproveitou para jogar um futebolzinho na praia e, assim que deu, pegamos o bonde da preguiça e voltamos para casa.


Eu não sei como esse povo aguenta, mas a verdade é que estou de ressaca, com sono, cansada. Ainda bem que aqui, com a desculpa do carnaval, as escolas enforcam a semana inteira. Pequeno retorna somente na segunda.

O problema é que o carnaval ainda não terminou por aqui.

Domingo tem o bloquinho do nosso bairro. E a coisa promete ... espero que estejamos mais animados para curtir a folia. Será?

Um comentário:

  1. O importante é entrar no clima de alegria e aproveitar esses momentos. Beijo no coração de todos.

    Renato Fraga
    OIM - OMB

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