quarta-feira, 31 de maio de 2017

Lembrança das Boas.

De vez em quando recebo notificações no celular relembrando fotos que publiquei em algum lugar da Internet há algum tempo.

Estava esperando Pequeno no curso de Inglês quando recebi uma notificação para relembrar fotos de 31 de maio de 2009.

Há 8 anos, estávamos na região da Toscana curtindo umas férias em família. Pequeno, com menos de dois aninhos, naquela fasezinha boa, engraçadinha. Apareceu até uma foto nossa no momento da amamentação  (ele ainda mamava no peito naquela época). Me deu até saudade. Lembro que nessa fase já estava exausta de dar o peito a ele, mas senti saudades daquele momento só nosso.

Mas entre tantas fotos de um momento especial, fotos de paisagens lindas, fotos do Pequeno correndo por Florença ou do marido "mochilando" com uma mamadeira aparente na mochila, duas fotos me emocionaram em especial, pela lembrança e pela história.

Estávamos em Florença, passeando próximos à Piazza Della Signoria indo em direção à Ponte Vecchio. Naquela região,  além de muitos vendedores ambulantes (sobretudo de bolsas), ficam também artistas de rua, desenhistas e caricaturistas.

Então,  marido lembrou de alguns muitos anos atrás,  da época em que ele prestava serviço militar. Lembrou que num dia de folga foi passear em Florença  (Firenze pra ele). Marido gosta de desenhar e, disse, ficou um tempão observando os desenhistas e caricaturistas trabalhando. Um em especial chamou sua atenção. Lembrava até do nome dele: Marcello. Disse que ficou com vontade de que Marcello fizesse um desenho seu. Mas, na época,  não tinha dinheiro para pagá-lo. Relembrando esses momentos de outrora disse, então,  que se reencontrasse com ele, pediria para que fizesse um desenho do seu filho,  nosso Pequeno.

Calculando assim pelo alto, havia passado uns 18/19 anos daquele primeiro encontro com o Marcello.

Estávamos ali passeando ... sabe como é turista, tem tempo de sobra ... por que não dar uma olhada ao redor? E se o Marcello seguisse ali encantando mais pessoas com sua arte?

Não precisamos rodar muito. E não é que encontramos o Marcello? Para emoção nossa.





Pequeno se divertiu enquanto Marcello desenhava seus traços.  Papai realizava um sonho. E eu me emocionei pra caramba. Visualizei meu marido jovenzinho, sentado ali pelo chão, admirando o trabalho do artista, sonhando em ter seu rosto desenhado, mas sem grana pra realizar o sonho. Anos depois estávamos ali, nós três. Eu tentando acalmar ao Pequeno para que ficasse quieto e, assim, Marcello pudesse realizar o seu trabalho. Marido realizado, vendo que pouco a pouco, naqueles traços bem feitos do artista, aparecia o rostinho do seu filhote.

Um desses momentos que a gente não esquece nunca. E, se esquece, tem um bendito de um aplicativo que chega assim do nada e toca fundo na lembrança guardada à sete chaves.

Um comentário:

  1. Marcello da molti anni vive a Firenze, e fa ritratti tra piazza della Signoria e il Lungarno. E' nato a Roma nel 1954 e subito la madre, Beatrice, lo ha affidato alle suore della Provvidenza per l'infanzia che gestivano un istituto in via Giovanni Prati 1. Nello stesso istituto c'era anche Francesco, un suo fratello più grande di qualche anno, che presto fu dato in adozione e del quale Marcello ha perso le tracce. Trasferito da un istituto religioso all'altro, quando il ragazzo all'età di sedici anni è stato "riconsegnato" alla madre si è trovato davanti una persona estranea, che lo faceva sentire di troppo. Beatrice nel frattempo si era trasferita ad Aversa, vicino a Napoli, e aveva avuto altri sei figli con un altro uomo. Marcello ha saputo che una volta suo fratello era anche andato a cercarlo; ma la nonna gli aveva detto che era morto. Marcello si è fermato a Firenze tornando dal servizio militare che aveva svolto al Nord, e in questa città si è fermato.Qui ha trovato nel tempo un suo equilibrio: è un artista di strada conosciuto e apprezzato da tutti. Ha conosciuto la sua attuale compagna Irene, una giovane americana, facendole il ritratto. Nei primi anni Irene non sapeva niente della storia di Marcello, se non che i suoi genitori erano morti in un incidente di auto. Quando lui finalmente si è confidato, Irene lo ha persuaso a ritrovare quel fratello conosciuto in orfanotrofio, e mai più rivisto.

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