quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Morrendo de orgulho.

No início de junho passado, Pequeno fez o seu primeiro teste de proficiência de Inglês. 

Há dois anos o inscrevemos num cursinho do idioma. Pensávamos que, além de aprender o idioma na escola, para que ele tivesse uma base de aprendizado realmente forte possibilitando, quem sabe num futuro,  o aprendizado e domínio do Inglês, seria necessário estudá-lo mais profundamente fora da escola.

Nunca se sabe o dia de amanhã. Hoje estamos aqui mas, quem sabe aonde estaremos no futuro? Saber o idioma é, mais do que nada, uma necessidade.

Então, há mais ou menos 2 anos ele vem fazendo curso de Inglês. Diga-se de passagem: ele adora! Um fator super importante: a criança aprender com prazer. Pra ele não é um peso acordar cedo e ir para o cursinho. Não é uma tortura fazer os deveres e não morre de medo na hora dos testes. Ele se sente bem, confortável e feliz.

Nesse ano, a turminha dele do curso foi indicada para fazer o primeiro exame de Cambridge. É um teste de proficiência de Inglês (existem vários níveis, de acordo com a idade). Num primeiro momento achei que "poderia deixar pra lá ... ou, quem sabe, para mais adiante" (até porque requer um investimentozinho - não é baratinha a inscrição). Mas marido me convenceu. Ele acreditava que era sim necessário. E se num futuro vamos embora, para algum lugar, e seja necessário ter um certificado que realmente confirme que a criatura tem um certo nível no idioma? Alguns lugares e algumas escolas do exterior o pedem. Basicamente ele me fez ver a oportunidade como um investimento e não como um gasto.

Ok. Pequeno inscrito e super motivado ("se achando", basicamente). No dia do teste acho que fiquei mais nervosa do que ele. Foram 3 testes durante a manhã (escrito, interpretação e conversação). Apesar de ser realizado nas dependências da escola aonde ele faz o curso (nesse ano tivemos sorte, porque nem sempre é assim), o teste era dado por pessoas de fora, credenciadas de Cambridge. Ou seja, apesar de estar no seu habitat, não era molezinha com a teacher de sempre, não.

Enquanto já estava quase tendo taquicardia esperando por ele, o menino sai da sala, bem tranquilo, sorridente e se limitou a dizer que "foi fácil". Ok. Assunto encerrado, até porque sabíamos que demoraria para sair o resultado, pois vai tudo lá para Cambridge para ser corrigido, etc. 

Eis que nesta semana, depois de mais de uma hora sentada no sofá do curso esperando enquanto finalizava a aula do Pequeno, percebi que haviam colocado a classificação num cartaz bem gigante (não sei como passou despercebido para mim), dando os parabéns para todos os alunos aprovados no exame.

Não precisou procurar muito: o nomezinho dele estava lá, encabeçando a lista do nível dele. Fiquei super feliz e orgulhosa! Fui correndo contar a novidade logo que acabou a aula, mas ele já sabia. A teacher já havia comentado e eles até já haviam tirado foto para colocar no mural.



Então, hoje, recebemos o certificado com a avaliação das provas. E o garoto mandou bem pra caramba! Modéstia à parte (e bem à parte mesmo), tirou nota máxima em todos os quesitos.




Tá sentindo o coração de uma mãe orgulhosa batendo forte?

Quando saiu da aula, mostrei o diploma pra ele. Foi então que vi o semblante mais lindo desse mundo. Ele não coube em si de tanta felicidade. Explodia sorrisos bobos, a boca não conseguia fechar, dando o sorrisão mais largo desse mundo e, no olhar, transmitia felicidade absoluta.

Foi assim em êxtase que ele fez todo o trajeto da escola até a nossa casa. No meio do caminho quis ligar para o vô para contar a feliz notícia. O vô, pra variar um pouquinho, ficou morrendo de orgulho, dizendo coisas lindas pra ele, que o deixou feliz e encabulado. A vó também foi só elogios. Logo, ligamos para  nonna, que ficou igualmente emocionada e orgulhosa.

Mas, de toda essa história, o que encheu de verdade o meu coração de felicidade, foi o orgulho que ele sentiu de si. A certeza que ele tinha de que seria capaz e foi. A confiança de que tudo havia saído bem e assim se concretizou.

Disse para ele que estava super orgulhosa dele. Que o mérito era todo seu. Mas que ficasse pra ele uma lição muito significativa e que a levasse para toda a sua vida: muito mais do que ficar feliz em dar orgulho para alguém, muito mais importante que tudo isso, era sentir orgulho de si mesmo. Esse sentimento de dever cumprido e de conquista era um sentimento único que, com certeza, iria ficar registrado na cabecinha dele por muitos e muitos anos.

Logo que o sorriso deu uma trégua, então, ele começou a fazer planos para a prova do ano que vem e da possibilidade de ir estudar em Cambridge num futuro. Nem adiantou dizer pra ele que foi o primeiro degrau de uma escada longa, bem longa:

- "Mãe! Alguma coisa me diz que meu destino tá lá na Inglaterra ... e se eu conseguir trabalhar junto do Stephen Hawking?"

Go, Pequeno. Go ... 

Um comentário:

  1. Go Nicolinha, go !

    Parabéns ao Nicolinha e aos Pais, que souberam dar o rumo a esse querido e amado sobrinho.

    Renato Fraga
    OIM - OMB

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