O Nosso Primeiro Beijo.

8 de junho de 2003. 18 anos do nosso primeiro beijo.

Esperei tanto por aquele dia ... e que medo que eu tinha de perder o meu amigo. Sim! Porque nos conhecemos e viramos amigos. Saímos, fomos à bares, jantar fora, ficávamos até as tantas da manhã pelas ruas e praças de Madri batendo papo, contando de nossas vidas e trocando confidências. 

Teve um momento em que me toquei que estava gostando dele. Bom, na verdade, foi a Carol, dinda do Pequeno, minha irmã de coração, amiga, parceira, cúmplice e - um leve detalhe - minha sobrinha, quem me alertou:

- "Hum! Tu tá gostando dele ... ui ui ui ...".

Mas me comportei como uma "mocinha sem segundas intenções". Tudo o que não queria era dar um passo a mais e assustar o moço.

Como tudo nessa vida, as coisas aconteceram como deveriam acontecer. No tempo justo.

Foi então que no dia 08 de junho de 2003, num domingo, marcamos de nos encontrar para irmos ao cinema.

Ansiosa que eu estava (lembra que falei que não tinha segundas intenções? Pois é. Menti.), cheguei mais cedo junto da Carol e fomos tomar um café no Mc Donalds. Eu não sei o que aconteceu, não sei se foi bocabertice ou nervosismo, mas no primeiro gole de um copão  repleto de café, o virei todinho por cima. Detalhe 1: a blusa havia pego emprestada da minha cunhada. Detalhe 2: o moço estava quase chegando.

Fui correndo para o banheiro para lavar a blusa. Fiquei semi-peladona no banheiro do restaurante, passei sabonete e esfreguei como pude. Depois, enfiei a blusa debaixo do secador de mãos, rezando para que secasse logo.

De repente Carol entrou no banheiro. Primeiro riu da cena e logo disse:

- "Tati! Ele chegou."

Sequei mais um pouco, o mínimo para não sair molhada e apareci meio envergonhada contando o pequeno percance que havia sofrido.

Óbvio que segui fedendo a café. A blusa seguiu manchada e com um plus de molhada.

O moço passou o filme todo cochichando no meu ouvido (se estava entendendo o filme, se havia visto tal detalhe). Me esquivava o que podia porque estava com vergonha do meu cheirinho de café. E também ficava pensando que era coisa da minha cabeça que ele não  estava me dando mole.

O filme era "Ejecutivo Agressivo" (em italiano: Terapia d'urto;  em português: Tratamento de Choque).

Eu não lembro se quando acabou o filme fomos comer alguma coisa. Mas lembro que seguimos pro estacionamento, pois o moço nos levaria em casa.

E foi então que num domingo à noite, no estacionamento do Centro Comercial Equinocio, em Majadahonda, depois de ir ao cinema, com uma blusa emprestada  que  deixei fedendo a café  ... assim, com todo esse panorama "super romântico", que rolou o nosso primeiro beijo.

Meu coração se acalmou, o moço não assustou (até porque foi ele quem deu o primeiro passo ... sou difícil, ué?! - e sim, ele me deu mole durante o filme inteirinho) e nunca mais nos largamos.

Porém, faz muito tempo que não celebramos mais esse dia. Por essas coincidências estranhas do destino, dia 8 de junho de quatro anos depois, meu sogro faleceu. 3 meses antes do Pequeno nascer.

Com o tempo a gente vai aprendendo que a vida é assim mesmo, dias bons e outros ruins; dias felizes e dias tristes. Às vezes os dois sentimentos num mesmo dia, como é o caso do nosso 8 de junho: vivemos um dos dias mais felizes das nossas vidas e, também, um dos nossos dias mais tristes.

Mas hoje, quando completamos a maioridade, resolvi compartilhar esse momento por aqui. Pequeno já conhece toda a história. Aliás, ele dá muitas gargalhadas e conforme o tempo vai passando, sua curiosidade para os detalhes vai aumentando. Mas queria deixar registrado aqui no blog também, para ele reler num futuro. Vai que esquece ...

Dia 8 de junho segue sendo especial para mim. Lembro até hoje do friozinho no estômago (e também do cheiro de café).

Eu tenho certeza que de onde estiver, meu sogro estará orgulhosíssimo de ver a história que seguimos construindo, estará orgulhosíssimo de ver a pessoa, o ser humano que seu filho é, o marido e companheiro de vida maravilhoso que eu tenho e o pai tão atencioso, amoroso, carinhoso, responsável e dedicado que o neto dele tem.

Psiu! O moço: Ti Amo, Amore!



4 comentários:

  1. Meus queridos irmãos, aproveitem cada minuto, cada segundo de todos oa dias, pois encontrar a pessoa amada é uma dádiva (falo por experiência própria). Um beijo no coração de vocês!
    ❤❤❤❤❤

    Renato Fraga
    OIM - OMB

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  2. Obrigada meu querido irmão! A gente não sente o tempo passar. Parece que foi ontem que com minha melhor cara de tacho fui devolver a blusa para a tia Rejane :)
    Bjos para vcs! 💙

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  3. Eu AMO TANTO ter tido a oportunidade de fazer parte dessa história, não só do primeiro beijo, mas tive a oportunidade de presenciar o primeiro encontro, também acompanhei todas as filas burocráticas do casório, pentelhei durante as madrugadas para me buscarem nas festas e, acho linda, desde o inicio, a forma como vocês se relacionam! Amo muito vocês, certamente o Nonno tem muito orgulho do filho dele, que é incrível, e também dessa família linda que vocês formaram. E tudo começou lá atrás, em Majadahonda, regado a café, a frio na barriga e a muito amor!
    Que venham MUITOS e MUITOS anos de bitocas por aí!
    Amo vocês!

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    Respostas
    1. Lembro do dia que estavamos voltando de Madri e tu me perguntou se estava gostando dele :)
      Tu realmente participou de todos os nossos momentos, inclusive das filas burocraticas kkkk ... valeu pela parceria de sempre!
      Bjos, nossa vela preferida! <3

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